Quais atribulações podem passar pela cabeça de alguém durante a madrugada de insônia? E se simplesmente não souber explicar o que sente e descobrir que nada faz sentido? Nada mesmo.
10 de outubro de 2008
OITO MORTES
25 de agosto de 2008
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De que vale nossa amizade?
Se nas manhãs frias de inverno
Você me abandona sem cobertor,
Num silêncio surdo de tristeza
Para que serve minha paixão?
Se quando te ajudo no desespero,
Você me ignora como um simples borrão
De uma página já virada da sua vida.
O que faço com minha dor?
Se sempre que a compartilho,
Você finge que ela não existe,
Como quando algo te incomoda.
Por que ainda te amo?
Se toda vez que digo isso
Você me diz apenas um “eu também”,
A resposta automática que não quero ouvir.
Por quê?
Por quê?
Por quê?
Porque ainda acredito em você,
Em mim,
Enfim,
Em nós.
9 de junho de 2008
Aos meus amigos
Os medos de outrora.
Sorrateiro em seus braços,
Me ergo alegre no seus
Encantos infantis e sinceros,
Um a um, guardo todos os
Sonhos que tive ao seu lado.
Aguardo o dia em que estaremos
Mais próximos, enfrentando
Inimigos imaginários, e felizes,
Gracejaremos com as possibilidades que
Outrora desejava que se esvaíssem num
Suspiro de momento oportuno.
5 de junho de 2008
Conflito
A dor do amor vem apertar-me
O coração, desejoso de afeto,
Fazendo com que minh'alma
Fique longe de mim, numa breve
Eternidade.
Tudo muda, por assim dizer,
Mas continua sempre igual.
A beleza de um sorriso, me
É ofuscado pelo grito de agonia
Que insisto em sentir.
Não vejo saída, deveras existir.
E assim, sem saber a verdade,
Sigo em frente, em passos
Descalços e conflitantes,
Procurando meu destino
Errante.
Yuri Mendes 22/06/2000
FRAGMENTOS DE UMA CARTA
Entre passaros e rozas
Beijando as letras graciozas
Da carta que me escreveste
Quando é madrugada, saio
Pelos campos orvalhados
A encher os meus pulmões cançados
Com toda a seiva de maio
Manhãs de sol, de um sol de ouro,
Céu muito azul, lindo, lindo;
Moitas em flor sacudindo
Aves que cantam em côro;
Aves que, de entre as ramadas,
Dão os bons dias á aurora
Com alegria sonora
De canções que são rezadas.
Sinto o contágio suave
De tudo que me rodeia:
Minh'alma palpita, cheia
De vôos tremulos de ave.
Vim tão triste! E um sopro doce
De viração perfumada
Varre a neblina esgarçada
Dessas tristezas que eu trouce.
Volta-me o sangue... A alegria
Bróta em meu peito doente
Como um lirio surpreendente
Numa caveira sombria.
E espero poder em breve
- Sadio, intrepido e forte -
Minha ezistencia depôr-te
Nessas mãozinhas de neve...
Vicente augusto de Carvalho (Relicario - 1888)
Este é um dos meus poemas favoritos, tive a sorte de ler ele pela primeira vez na sua 1ª edição de 1888.
Perfil
Vicente de Carvalho, advogado, jornalista, político, magistrado, poeta e contista, nasceu em Santos, SP, em 5 de Abril de 1866, e faleceu em São Paulo, SP, em 22 de Abril de 1924.
Poeta lírico, ligou-se desde o início ao grupo de jovens poetas de tendência parnasiana. foi grande artista do verso, da fase criadora do Parnasianismo. A sua produção poética ele próprio destacou poemas que são de extrema beleza, como: "Palavras ao mar", "Cantigas praianas", "A ternura do mar", "Fugindo ao cativeiro", "Rosa, rosa do amor", "Velho tema", "O pequenino morto". Suas obras foram: Ardentias (1885), Relicarios (1888), Rosa, rosa de amor (1902), Poemas e canções (1908), Versos da mocidade ( 1909), Verso e prosa, incluindo o conto "Selvagem" (1909), Páginas solta (1911), A voz dos sinos (1916), Luizinha, contos (1924).
Nota:
Antes que me escrevam reclamando dos excessos de erros de português neste poema, eu esclareço que eu transcrevi tal como está no original de 1888.
26 de maio de 2008
Perfeição
Perfeição
Que belo sorriso você possui, tão formoso
quanto a aurora da primavera.
Que lindo olhar você lança, tão misterioso
quanto o mais profundo abismo.
Você é bela, não sabe o quanto.
Você é linda, mais do que tudo.
Minha vida se ilumina com sua existência.
você é o que de melhor já foi criado.
Meu coração só bate na sua presença.
Que perfume inebriante você exala, tão gostoso
quanto os campos perfumados da primavera.
Que belo andar você conduz, tão suave
quanto a mais calma brisa gélida.
12 de maio de 2008
Uma nota do fim de semana.
Flagelo
Já faz um bom tempo que você se foi
Que me perco durante o dia.
Aquele amor etéreo que sentia,
Poderia ter sido maior, mas não foi.
Mas acabou, onde foi que errei?
Perdi um amigo, talvez um irmão
Na amargura de sentimentos desencontrados
Na esquina da solidão.
Agora ando por aí, perdido
Tentando encontrar o que restou de mim.
Sofrendo calado, nunca me imaginei assim.
A agrura me tomou, e me afastou de tudo.
Mas acabou, onde foi que errei?
Perdi um amigo, talvez um irmão.
No flagelo de minhas angustias díspares
No receio de uma ilusão.
Você encontrou um caminho,
Tão perdido quanto minha ilusão.
Correndo atrás de um sacrifício
Que um dia eu disse ser em vão.
Mas acabou, onde foi que errei?
Perdi um amigo, talvez um irmão.
Na alegria da sua tristeza calada
Na esperança do seu coração.
Quem sabe um dia eu te encontre,
Vagando sem direção.
Talvez você olhe para mim,
E eu peça meu perdão.
Mas acabou, onde foi que errei?
Perdi um amigo, talvez um irmão.
Nós temos o mesmo destino
Mas não o mesmo coração.
29 de abril de 2008
Aquele desejo
Aquela sensação foi única, parecia que tinha voltado a minha meninice. Como quando estamos prestes a voar, sonhar.
Aquele momento foi eterno, parecia mágica aos olhos de criança feliz. Como se minha vida passasse lentamente, sempre.
Aquela felicidade não tinha fim, parecia que não viveria mais sem você. Como se tudo só tivesse sentido com você aqui, desejo.
Aquele dia foi perfeito, parecia que tudo deveria ser sempre daquele jeito, como quando seu sonho se realiza sem você esperar, surpresa.
Que dia foi esse?
Ah meu amor, todos que passei ao seu lado, recebendo seu carinho, seu afago, seu sorriso, seu amor, seu corpo.
Escreva-me uma carta de amor
Não era verdade, você sabe.
Perdoe-me, era raiva o que senti,
Mas não de você, sabe?
O que posso fazer, se tudo o que sinto é amor?
O que posso fazer, se tudo o que faço me lembra você?
Suas toalhas ali na cama, suas camisas junto as minhas, sua escova, seu perfume, seu cheiro.
Tudo no mesmo lugar, do mesmo jeito, esperando você voltar. Você me ama, eu sinto, então volte que eu te protejo, te amparo, te beijo.
Escreva-me uma carta de amor, que te darei meu mundo,
Escreva uma canção sobre nós, que farei dela nosso sucesso,
Deixe-me um recado na geladeira, que me sentirei único,
Escreva-me recados de paixão, que farei dele nosso elo.
Mas esqueça o que eu disse.
27 de março de 2008
Platônico

A noite fria e calma me lembra você,
Quando sigo sozinho pelos becos e ruas
Desertas da esperança.
Em minha mente a incerteza
De meu amor por você.
O arrepio que a saudade me traz,
Quando me recordo de nossos momentos
Quase sempre felizes,
Não se compara ao arrepio de medo que sinto
Quando você vai embora.
Quando fico sem o brilho dos seus olhos a me observar,
No meu peito ata um nó,
Tudo por que sofro em não poder...
...não poder te amar
O mais triste de todos
Vazio
Hoje acordei tão triste,
Sonhei com nós dois
Em uma manhã de inverno,
Chuva serena no quintal.
Não sei quem sou, nem o que ser,
Olho no espelho e não vejo ninguém.
Onde está a criança? E a felicidade?
Ouço legião, peço meu perdão.
Não há, não há perdão.
Sem coragem e maturidade,
A todos tento enganar,
Menos meu coração.
Não há, não há perdão.
Sem força e felicidade,
Todos parecem me ignorar,
Menos meu coração.
A tarde chega tão fria e calada,
O telefone não toca.
Olho pela janela, mas ninguém diz nada,
A Campanhia não toca.
Meu quarto tão vazio de mim,
A tv me mostra o que não quero ver.
Minha vida parece seguir sem mim,
Minha janela não me mostra o que quero ver.
Já é tarde, agora o sono me chama,
Penso nas coisas que fiz, no tempo perdido.
A escuridão me espera, a morte me clama,
Acredito finalmente ter achado meu sentido.
As horas parecem não passar,
Peço mais uma vez perdão.
Mas não há, não há perdão,
O tempo foi mesmo perdido
Somente agora vejo.
Mas não há, não há perdão,
Sem declaração de amor.
Ninguém me entende,
Nem mesmo meu coração
24 de março de 2008
Encontrar
Já não posso enganar
20 de março de 2008
Para um grande amigo.

Esqueça por um momento que existo
Que estive presente por quase toda sua vida,
Em momentos felizes e tristes, noite e dia.
Esqueça por um momento que te amo
Que fiz loucuras todos os dias,
Para que se sentisse seguro, noite e dia.
Esqueça por enquanto que envelhecemos
Que sempre tentei fazer você feliz,
Suas tristezas foram somente minhas,
Noite e dia.
17 de março de 2008
...
Em noites de chuva serena a dor do amor
Vem me apertar o coração desejoso de afeto,
Fazendo com que minha alma fique longe
De mim numa breve eternidade.
Tudo muda, por assim dizer,
Mas continua sempre igual.
Não vejo a saída que todos dizem existir,
É apenas mero acaso do tempo e espaço,
Que um dia se juntaram e brincaram
Com o destino que eu nunca quis.
14 de março de 2008
Um novo começo.
Clarisse L.