Agora enfrento a vida sem
Os medos de outrora.
Sorrateiro em seus braços,
Me ergo alegre no seus
Encantos infantis e sinceros,
Um a um, guardo todos os
Sonhos que tive ao seu lado.
Aguardo o dia em que estaremos
Mais próximos, enfrentando
Inimigos imaginários, e felizes,
Gracejaremos com as possibilidades que
Outrora desejava que se esvaíssem num
Suspiro de momento oportuno.
Quais atribulações podem passar pela cabeça de alguém durante a madrugada de insônia? E se simplesmente não souber explicar o que sente e descobrir que nada faz sentido? Nada mesmo.
9 de junho de 2008
5 de junho de 2008
Conflito
Em noites de chuva serena,
A dor do amor vem apertar-me
O coração, desejoso de afeto,
Fazendo com que minh'alma
Fique longe de mim, numa breve
Eternidade.
Tudo muda, por assim dizer,
Mas continua sempre igual.
A beleza de um sorriso, me
É ofuscado pelo grito de agonia
Que insisto em sentir.
Não vejo saída, deveras existir.
E assim, sem saber a verdade,
Sigo em frente, em passos
Descalços e conflitantes,
Procurando meu destino
Errante.
Yuri Mendes 22/06/2000
A dor do amor vem apertar-me
O coração, desejoso de afeto,
Fazendo com que minh'alma
Fique longe de mim, numa breve
Eternidade.
Tudo muda, por assim dizer,
Mas continua sempre igual.
A beleza de um sorriso, me
É ofuscado pelo grito de agonia
Que insisto em sentir.
Não vejo saída, deveras existir.
E assim, sem saber a verdade,
Sigo em frente, em passos
Descalços e conflitantes,
Procurando meu destino
Errante.
Yuri Mendes 22/06/2000
FRAGMENTOS DE UMA CARTA
Vivo aqui neste ermo agreste
Entre passaros e rozas
Beijando as letras graciozas
Da carta que me escreveste
Quando é madrugada, saio
Pelos campos orvalhados
A encher os meus pulmões cançados
Com toda a seiva de maio
Manhãs de sol, de um sol de ouro,
Céu muito azul, lindo, lindo;
Moitas em flor sacudindo
Aves que cantam em côro;
Aves que, de entre as ramadas,
Dão os bons dias á aurora
Com alegria sonora
De canções que são rezadas.
Sinto o contágio suave
De tudo que me rodeia:
Minh'alma palpita, cheia
De vôos tremulos de ave.
Vim tão triste! E um sopro doce
De viração perfumada
Varre a neblina esgarçada
Dessas tristezas que eu trouce.
Volta-me o sangue... A alegria
Bróta em meu peito doente
Como um lirio surpreendente
Numa caveira sombria.
E espero poder em breve
- Sadio, intrepido e forte -
Minha ezistencia depôr-te
Nessas mãozinhas de neve...
Vicente augusto de Carvalho (Relicario - 1888)
Este é um dos meus poemas favoritos, tive a sorte de ler ele pela primeira vez na sua 1ª edição de 1888.
Perfil
Vicente de Carvalho, advogado, jornalista, político, magistrado, poeta e contista, nasceu em Santos, SP, em 5 de Abril de 1866, e faleceu em São Paulo, SP, em 22 de Abril de 1924.
Poeta lírico, ligou-se desde o início ao grupo de jovens poetas de tendência parnasiana. foi grande artista do verso, da fase criadora do Parnasianismo. A sua produção poética ele próprio destacou poemas que são de extrema beleza, como: "Palavras ao mar", "Cantigas praianas", "A ternura do mar", "Fugindo ao cativeiro", "Rosa, rosa do amor", "Velho tema", "O pequenino morto". Suas obras foram: Ardentias (1885), Relicarios (1888), Rosa, rosa de amor (1902), Poemas e canções (1908), Versos da mocidade ( 1909), Verso e prosa, incluindo o conto "Selvagem" (1909), Páginas solta (1911), A voz dos sinos (1916), Luizinha, contos (1924).
Nota:
Antes que me escrevam reclamando dos excessos de erros de português neste poema, eu esclareço que eu transcrevi tal como está no original de 1888.
Entre passaros e rozas
Beijando as letras graciozas
Da carta que me escreveste
Quando é madrugada, saio
Pelos campos orvalhados
A encher os meus pulmões cançados
Com toda a seiva de maio
Manhãs de sol, de um sol de ouro,
Céu muito azul, lindo, lindo;
Moitas em flor sacudindo
Aves que cantam em côro;
Aves que, de entre as ramadas,
Dão os bons dias á aurora
Com alegria sonora
De canções que são rezadas.
Sinto o contágio suave
De tudo que me rodeia:
Minh'alma palpita, cheia
De vôos tremulos de ave.
Vim tão triste! E um sopro doce
De viração perfumada
Varre a neblina esgarçada
Dessas tristezas que eu trouce.
Volta-me o sangue... A alegria
Bróta em meu peito doente
Como um lirio surpreendente
Numa caveira sombria.
E espero poder em breve
- Sadio, intrepido e forte -
Minha ezistencia depôr-te
Nessas mãozinhas de neve...
Vicente augusto de Carvalho (Relicario - 1888)
Este é um dos meus poemas favoritos, tive a sorte de ler ele pela primeira vez na sua 1ª edição de 1888.
Perfil
Vicente de Carvalho, advogado, jornalista, político, magistrado, poeta e contista, nasceu em Santos, SP, em 5 de Abril de 1866, e faleceu em São Paulo, SP, em 22 de Abril de 1924.
Poeta lírico, ligou-se desde o início ao grupo de jovens poetas de tendência parnasiana. foi grande artista do verso, da fase criadora do Parnasianismo. A sua produção poética ele próprio destacou poemas que são de extrema beleza, como: "Palavras ao mar", "Cantigas praianas", "A ternura do mar", "Fugindo ao cativeiro", "Rosa, rosa do amor", "Velho tema", "O pequenino morto". Suas obras foram: Ardentias (1885), Relicarios (1888), Rosa, rosa de amor (1902), Poemas e canções (1908), Versos da mocidade ( 1909), Verso e prosa, incluindo o conto "Selvagem" (1909), Páginas solta (1911), A voz dos sinos (1916), Luizinha, contos (1924).
Nota:
Antes que me escrevam reclamando dos excessos de erros de português neste poema, eu esclareço que eu transcrevi tal como está no original de 1888.
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